quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Transferência internacional: com economia e segurança?

Os bancos normalmente oferecem altas taxas para realizar uma transferência internacional. Contudo, empresas como a TransferWise podem te ajudar a pagar menos.

A plataforma aponta que o brasileiro envia para o exterior em média R$ 3,5 mil. Os países para onde os brasileiros mais enviam dinheiro pela Transferwise são, nesta ordem: EUA, Portugal, Canadá, Reino Unido e Austrália.

Transferência internacional
TransferWise permite enviar quantias para o exterior por taxas menores do que as cobradas pelos bancos tradicionais

Um dos fatores que motiva essa alta na movimentação de dinheiro é o fluxo migratório. Principalmente com o aumento de pessoas que saem do Brasil e enviam dinheiro de volta para o país ou recebem ajuda financeira no exterior.

No entanto, será que essas pessoas estão conscientes de suas decisões quando fazem essas transações? No momento de enviar dinheiro entre países é importante saber em que condições o fazemos.

Confira quatro fatores que devemos considerar no momento de fazer transferências internacionais.

Transferência internacional: 4 dicas para garantir as melhores condições

Baixo custo, rapidez na transferência, conveniência e segurança. Esses são os segredos para garantir um bom negócio ao fazer uma transferência internacional.

Veja como cada um desses itens deve ser analisado para evitar se envolver em negócios pouco seguros ou desvantajosos:

1. Custo total da transferência

O custo é um fator preponderante para tomar a decisão de seguir com este ou aquele operador. O problema é que este dado pode não ser o mais fiel.

Afinal, é frequente o número de vezes em que provedores – como os bancos – apresentam promoções cujo valor descontado é depois embutido na taxa de câmbio ou em outros custos.

Assim, é importante ter atenção ao tipo de cotação da moeda. O valor do câmbio “turismo” nada mais é do que a adição de uma margem de lucro do operador à cotação comercial, aquela que é negociada na bolsa de valores.

É bom referir também as tarifas cobradas pela comunicação entre bancos de países diferentes (custos SWIFT), assim como os custos que os bancos de destino podem cobrar para receber uma transferência internacional.

Mais adiante, na tabela, você pode conferir uma comparação entre as composições de preços de diferentes instituições.

2. Segurança

A segurança é um item que precisa ser sempre levado em consideração. Fraudes, estelionato e roubo de dados são crimes passíveis de acontecer em transações com operadores ou pessoas desconhecidas.

O que evitar:

  • Transportar grandes quantias de dinheiro em espécie;
  • Negociar com pessoas físicas ou jurídicas desconhecidas;
  • Utilizar operadores suspeitos com promoções imperdíveis.

Você deverá sempre procurar recolher o máximo de informação sobre a instituição com quem vai fazer sua transferência. Portanto, certifique-se de que ela está regulamentada e autorizada pelo Banco Central.

3. Tempo de envio

Quando for analisar o tempo de envio de uma transação internacional, fique atento a qual o prazo declarado pelo banco após concluído todo o processo de documentação.

Além disso, cuidado com contrato de câmbio e aprovação da transferência. Um aspeto que por vezes passa despercebido aos usuários é o fuso-horário entre dois países.

Um exemplo: Lisboa está adiantada quatro horas em relação a São Paulo durante boa parte do ano. Se uma transferência for feita no Brasil ao meio-dia, os bancos já estão encerrados em Lisboa. Isso poderá implicar uma demora no envio.

4. Método de pagamento

O método de pagamento disponível dependerá do agente de transferência que você escolheu:

  • casa de câmbio;
  • operadora online;
  • no qual é correntista.

Normalmente, transferências internacionais feitas por banco podem ser transferidas diretamente de sua conta corrente (por débito) ou por pagamento em espécie direto na agência bancária.

Agentes cambiais e plataformas de remessas online podem oferecer várias opções: pagamento via TED, boleto bancário e até cartão de crédito. Lembramos que a forma de pagamento escolhida tem influência no valor a pagar pela transação.

Como enviar remessas ao exterior

Na tabela abaixo, listamos algumas instituições que trabalham com remessas internacionais e elencamos seus diferenciais em relação ao tempo de envio, taxa praticada, método de pagamento e composição do preço.

A tabela serve para uma transferência de R$1.000, do Brasil para conta de outra pessoa no exterior.

Serviço Tempo normal de envio Método de pagamento Taxa de câmbio Custo total
TransferWise 0 – 2 dias úteis Transferência TED ou boleto Câmbio comercial R$ 19,94 já com o IOF incluso
Itaú 2 dias úteis Remessa bancária internacional por débito ou valor em espécie na agência Taxa de câmbio com margem de lucro R$130,00 + IOF (0,38%) + margem de lucro no câmbio +  potenciais custos do beneficiário
Banco Inter 2 dias úteis Transferência TED Taxa de câmbio com margem de lucro R$75,00 + margem de lucro do câmbio + IOF(0,38%) + custos Swift
Bradesco Até 2 dias úteis Remessa bancária internacional por débito ou valor em espécie na agência Taxa de câmbio com margem de lucro Até R$450,00 (dólares) + IOF (0,38%) + margem de lucro no câmbio + custos Swift
Banco do Brasil 2 dias úteis ou mais Remessa bancária internacional por débito ou valor em espécie na agência Taxa de câmbio com margem de lucro R$110,00 + IOF (0,38%) + margem de lucro no câmbio + despesas externas (com tarifa na ordem dos US$100,00 – dólares)

Fonte: https://transferwise.com/br/blog/quanto-tempo-transferencia-bancaria-internacional

As instituições citadas na tabela acima são regulamentadas pelo Banco Central do Brasil.

Os valores foram consultados em 21 de outubro de 2019. Podem sofrer alterações e têm como base as tabelas de preços divulgadas nos respetivos sites.

Como funciona o processo no TransferWise?

No caso da TransferWise, ela opera por meio dos seus parceiros no Brasil (MS Bank e Banco Rendimento) e todas as transações feitas através da plataforma são regulamentadas e reportadas ao Banco Central.

Na tabela podemos ver a diferença de envio entre alguns bancos e a TransferWise. A diferença mais notória é quanto ao preço, já que o tempo de transferência é aproximadamente o mesmo.

Se você pretende efetuar transferências pessoais, entre Pessoa Física apenas, nesse caso a TransferWise é a melhor opção.

Ao contrário dos bancos, a empresa não adiciona margem de lucro à taxa de câmbio. Ou seja, a conversão é feita com o câmbio comercial.

Além disso, a TransferWise reduz os custos das transferências internacionais comuns ao trabalhar com parceiros locais nos países onde opera. Ou seja:

1. O dinheiro é recebido por eles no país de origem através de pagamento local;

2. É então convertido na moeda de destino;

3. Depois de convertido, o dinheiro é enviado para o país no exterior também através de transferência local.

Ou seja, em vez de uma transferência internacional, são feitas duas transferências locais, o que elimina os custos de comunicação SWIFT.

Fazer uma transferência com a TransferWise Transferência internacional

Como enviar dinheiro ao exterior

Usando bancos

Alguns bancos exigem que o usuário compareça para assinar um contrato de câmbio. No entanto, outros autorizam a transferência via telefone, aplicativo ou site.

Contudo, isso também pode variar com o perfil de conta que você tem junto ao banco.

Portanto, para fazer transferências internacionais, é normal ter de fornecer o motivo da remessa para o exterior, além das informações sobre o destinatário, que normalmente serão:

De acordo com o valor enviado, você deverá confirmar com o banco se serão solicitados documentos adicionais.

Descubra como utilizar a ferramenta

Para transferir dinheiro com a TransferWise você pode ser correntista de qualquer banco. Basta realizar seu cadastro no site e criar a transferência para o seu beneficiário.

Veja um passo a passo de como utilizar a TransferWise:

1) Crie uma conta gratuita de usuário TransferWise;

2) Crie uma transferência e selecione as moedas de origem e de destino;

3) Pague o boleto dentro do prazo de validade deste, ou envie uma transferência TED para a TransferWise;

4) Uma vez identificada a chegada do dinheiro pelo parceiro bancário da TransferWise, o dinheiro é convertido, e a remessa é liberada para a conta de destino.

A plataforma online tem crescido no Brasil devido aos preços acessíveis que fornece, e à simplicidade de processos.

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Transferência internacional: com economia e segurança?

Os bancos normalmente oferecem altas taxas para realizar uma transferência internacional. Contudo, empresas como a TransferWise podem te ajudar a pagar menos.

A plataforma aponta que o brasileiro envia para o exterior em média R$ 3,5 mil. Os países para onde os brasileiros mais enviam dinheiro pela Transferwise são, nesta ordem: EUA, Portugal, Canadá, Reino Unido e Austrália.

Transferência internacional
TransferWise permite enviar quantias para o exterior por taxas menores do que as cobradas pelos bancos tradicionais

Um dos fatores que motiva essa alta na movimentação de dinheiro é o fluxo migratório. Principalmente com o aumento de pessoas que saem do Brasil e enviam dinheiro de volta para o país ou recebem ajuda financeira no exterior.

No entanto, será que essas pessoas estão conscientes de suas decisões quando fazem essas transações? No momento de enviar dinheiro entre países é importante saber em que condições o fazemos.

Confira quatro fatores que devemos considerar no momento de fazer transferências internacionais.

Transferência internacional: 4 dicas para garantir as melhores condições

Baixo custo, rapidez na transferência, conveniência e segurança. Esses são os segredos para garantir um bom negócio ao fazer uma transferência internacional.

Veja como cada um desses itens deve ser analisado para evitar se envolver em negócios pouco seguros ou desvantajosos:

1. Custo total da transferência

O custo é um fator preponderante para tomar a decisão de seguir com este ou aquele operador. O problema é que este dado pode não ser o mais fiel.

Afinal, é frequente o número de vezes em que provedores – como os bancos – apresentam promoções cujo valor descontado é depois embutido na taxa de câmbio ou em outros custos.

Assim, é importante ter atenção ao tipo de cotação da moeda. O valor do câmbio “turismo” nada mais é do que a adição de uma margem de lucro do operador à cotação comercial, aquela que é negociada na bolsa de valores.

É bom referir também as tarifas cobradas pela comunicação entre bancos de países diferentes (custos SWIFT), assim como os custos que os bancos de destino podem cobrar para receber uma transferência internacional.

Mais adiante, na tabela, você pode conferir uma comparação entre as composições de preços de diferentes instituições.

2. Segurança

A segurança é um item que precisa ser sempre levado em consideração. Fraudes, estelionato e roubo de dados são crimes passíveis de acontecer em transações com operadores ou pessoas desconhecidas.

O que evitar:

  • Transportar grandes quantias de dinheiro em espécie;
  • Negociar com pessoas físicas ou jurídicas desconhecidas;
  • Utilizar operadores suspeitos com promoções imperdíveis.

Você deverá sempre procurar recolher o máximo de informação sobre a instituição com quem vai fazer sua transferência. Portanto, certifique-se de que ela está regulamentada e autorizada pelo Banco Central.

3. Tempo de envio

Quando for analisar o tempo de envio de uma transação internacional, fique atento a qual o prazo declarado pelo banco após concluído todo o processo de documentação.

Além disso, cuidado com contrato de câmbio e aprovação da transferência. Um aspeto que por vezes passa despercebido aos usuários é o fuso-horário entre dois países.

Um exemplo: Lisboa está adiantada quatro horas em relação a São Paulo durante boa parte do ano. Se uma transferência for feita no Brasil ao meio-dia, os bancos já estão encerrados em Lisboa. Isso poderá implicar uma demora no envio.

4. Método de pagamento

O método de pagamento disponível dependerá do agente de transferência que você escolheu:

  • casa de câmbio;
  • operadora online;
  • no qual é correntista.

Normalmente, transferências internacionais feitas por banco podem ser transferidas diretamente de sua conta corrente (por débito) ou por pagamento em espécie direto na agência bancária.

Agentes cambiais e plataformas de remessas online podem oferecer várias opções: pagamento via TED, boleto bancário e até cartão de crédito. Lembramos que a forma de pagamento escolhida tem influência no valor a pagar pela transação.

Como enviar remessas ao exterior

Na tabela abaixo, listamos algumas instituições que trabalham com remessas internacionais e elencamos seus diferenciais em relação ao tempo de envio, taxa praticada, método de pagamento e composição do preço.

A tabela serve para uma transferência de R$1.000, do Brasil para conta de outra pessoa no exterior.

Serviço Tempo normal de envio Método de pagamento Taxa de câmbio Custo total
TransferWise 0 – 2 dias úteis Transferência TED ou boleto Câmbio comercial R$ 19,94 já com o IOF incluso
Itaú 2 dias úteis Remessa bancária internacional por débito ou valor em espécie na agência Taxa de câmbio com margem de lucro R$130,00 + IOF (0,38%) + margem de lucro no câmbio +  potenciais custos do beneficiário
Banco Inter 2 dias úteis Transferência TED Taxa de câmbio com margem de lucro R$75,00 + margem de lucro do câmbio + IOF(0,38%) + custos Swift
Bradesco Até 2 dias úteis Remessa bancária internacional por débito ou valor em espécie na agência Taxa de câmbio com margem de lucro Até R$450,00 (dólares) + IOF (0,38%) + margem de lucro no câmbio + custos Swift
Banco do Brasil 2 dias úteis ou mais Remessa bancária internacional por débito ou valor em espécie na agência Taxa de câmbio com margem de lucro R$110,00 + IOF (0,38%) + margem de lucro no câmbio + despesas externas (com tarifa na ordem dos US$100,00 – dólares)

Fonte: https://transferwise.com/br/blog/quanto-tempo-transferencia-bancaria-internacional

As instituições citadas na tabela acima são regulamentadas pelo Banco Central do Brasil.

Os valores foram consultados em 21 de outubro de 2019. Podem sofrer alterações e têm como base as tabelas de preços divulgadas nos respetivos sites.

Como funciona o processo no TransferWise?

No caso da TransferWise, ela opera por meio dos seus parceiros no Brasil (MS Bank e Banco Rendimento) e todas as transações feitas através da plataforma são regulamentadas e reportadas ao Banco Central.

Na tabela podemos ver a diferença de envio entre alguns bancos e a TransferWise. A diferença mais notória é quanto ao preço, já que o tempo de transferência é aproximadamente o mesmo.

Se você pretende efetuar transferências pessoais, entre Pessoa Física apenas, nesse caso a TransferWise é a melhor opção.

Ao contrário dos bancos, a empresa não adiciona margem de lucro à taxa de câmbio. Ou seja, a conversão é feita com o câmbio comercial.

Além disso, a TransferWise reduz os custos das transferências internacionais comuns ao trabalhar com parceiros locais nos países onde opera. Ou seja:

1. O dinheiro é recebido por eles no país de origem através de pagamento local;

2. É então convertido na moeda de destino;

3. Depois de convertido, o dinheiro é enviado para o país no exterior também através de transferência local.

Ou seja, em vez de uma transferência internacional, são feitas duas transferências locais, o que elimina os custos de comunicação SWIFT.

Fazer uma transferência com a TransferWise Transferência internacional

Como enviar dinheiro ao exterior

Usando bancos

Alguns bancos exigem que o usuário compareça para assinar um contrato de câmbio. No entanto, outros autorizam a transferência via telefone, aplicativo ou site.

Contudo, isso também pode variar com o perfil de conta que você tem junto ao banco.

Portanto, para fazer transferências internacionais, é normal ter de fornecer o motivo da remessa para o exterior, além das informações sobre o destinatário, que normalmente serão:

De acordo com o valor enviado, você deverá confirmar com o banco se serão solicitados documentos adicionais.

Descubra como utilizar a ferramenta

Para transferir dinheiro com a TransferWise você pode ser correntista de qualquer banco. Basta realizar seu cadastro no site e criar a transferência para o seu beneficiário.

Veja um passo a passo de como utilizar a TransferWise:

1) Crie uma conta gratuita de usuário TransferWise;

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CLT e cálculos trabalhistas: ainda com dúvida? Entenda!

A nova CLT, aprovada há quase três anos no Senado Federal, mudou mais de 200 dispositivos na antiga lei. Se você é um trabalhador ou empregador brasileiro e tem contrato regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), deve saber sobre as novas regras da Reforma Trabalhista.

Uma das principais mudanças, apontadas como um avanço, é a prevalência dos acordos negociados sobre o que diz a lei. Isso vale, por exemplo, para banco de horas, plano de cargos e salários, parcelamento de férias, participação nos lucros, entre outros.

Teletrabalho está entre as mudanças na nova CLT
O home office, ou teletrabalho, passa a ser regulamentado com a nova CLT

Mas o que isso muda na vida do trabalhador e do empregador? Os dois ganham maior autonomia para definir as regras adequadas aos interesses de ambas as partes.

E um dos objetivos disso é poder adaptar o contrato à realidade de cada função e de cada setor do mercado de trabalho. Além de permitir um diálogo mais estreito entre os sindicatos patronais e dos trabalhadores.

Mas, principalmente, a ideia é reduzir a insegurança jurídica para as empresas, já que os acordos firmados nas negociações terão peso de lei. Assim, não poderão ser anulados posteriormente em instâncias judiciais.

O que é a Reforma Trabalhista?

O Governo do Brasil chama de Modernização Trabalhista as mudanças na CLT para acompanhar o desenvolvimento do país. A justificativa é a mudança do cenário, pois quando a legislação foi criada o país era essencialmente rural, enquanto hoje cerca de 90% da população está nas cidades.

“Frente a essas transformações, a modernização da legislação trabalhista vem para colocar o Brasil no século 21, na era digital do trabalho remoto, dos horários flexíveis, da melhor conciliação entre trabalho e lazer e a favor da aliança entre trabalhadores e empregadores. A modernização trabalhista melhora o ambiente de negócios, permite ampliar o quadro de funcionários com maior eficiência e maior segurança jurídica”, informa o site do governo.

Segundo a equipe econômica, são três os objetivos da Reforma. O primeiro é o de garantir direitos aos trabalhadores, criando novas oportunidades para quem está e quem não está empregado.

O segundo objetivo citado no portal do governo é o de “segurança jurídica e o estímulo ao investimento”. Por fim, novas formas de contratação e combate à informalidade são definidas como o terceiro motivo.

Nesse caso, são criadas novas formas de contratação, como o trabalho intermitente. Além disso, formatos existentes foram alterados, como a jornada parcial e o teletrabalho (home office).

É importante destacar que a reforma na CLT é válida para todos os contratos a partir do momento que entrou em vigor, em 11 de novembro de 2017.

CLT – Consolidação das Leis do Trabalho

A CLT foi instituída pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas durante o período do Estado Novo. Hoje, ela é a principal norma legislativa brasileira referente ao Direito do Trabalho e ao Direito Processual do Trabalho.

A Consolidação das Leis do Trabalho unificou toda legislação trabalhista existente até então no Brasil. Tem como principal objetivo a regulamentação das relações individuais e coletivas do trabalho.

A sigla CLT originou o termo celetista, usado para denominar o trabalhador com registro em carteira de trabalho. É o oposto de outros tipos de trabalhadores, como o profissional que trabalha como Pessoa Jurídica (PJ), autônomo ou servidor público estatutário.

Cálculo da rescisão de contrato de trabalho CLT

Rescisão de contrato é a anulação ou cancelamento do contrato por algum motivo. O Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) é um documento obrigatório para a empresa, onde constam todos os valores a receber garantidos ao trabalhador pela lei, assim como os descontos.

Falando nisso, se você foi demitido e tem dúvidas de como usar o fundo de garantia, confira dicas de onde investir seu dinheiro do FGTS.

A rescisão de contrato de trabalho engloba os seguintes itens:

  • Saldo de salário;
  • Aviso prévio;
  • 13º salário proporcional;
  • Férias vencidas;
  • Férias proporcionais;
  • Depósito de FGTS;
  • Saque de FGTS;
  • Multa sobre o valor do FGTS;
  • Desconto INSS;
  • Desconto imposto de renda;
  • Seguro desemprego.

Nesse cálculo, você precisa considerar:

Uma das maiores mudanças, e que gerou bastante dúvida, é o cálculo da rescisão depois da Reforma Trabalhista. Basicamente, isso mudou com a inclusão de uma nova modalidade de demissão, que veremos a seguir.

Tipos de demissão com a nova CLT

A nova CLT criou mais uma categoria de demissão, a chamada “demissão consensual”. Até então, havia três formas de dispensa do trabalhador: sem justa causa e com justa causa (feitas pela empresa), e pedido de demissão (pelo funcionário).

Demissão sem justa causa é quando o fim do contrato acontece por vontade somente do empregador. Já a justa causa acontece quando o funcionário comete alguma falha grave, por exemplo, negligência, agressão e até embriaguez em serviço.

Também pode acontecer o pedido de demissão, quando o funcionário deseja deixar o emprego, independentemente da vontade da empresa.

A novidade é a demissão consensual, onde empregador e empregado podem decidir juntos encerrar o contrato de trabalho.

Essa nova modalidade é uma espécie de meio-termo, onde o funcionário garante mais direitos do que se pedisse demissão, mas menos do que se fosse demitido.

Como fazer os cálculos na nova CLT

Em cada um dos tipos de demissão, o empregado recebe verbas rescisórias diferentes. A seguir, você pode conferir os direitos garantidos em cada uma das demissões.

Demissão sem justa causa
Aviso prévio, férias vencidas (acrescidas de 1/3), férias proporcionais, 13º salário proporcional, saldo de salário (valor dos dias trabalhados naquele mês), multa de 40% sobre o FGTS e seguro-desemprego.

Demissão com justa causa
Saldo de salário e os períodos de férias vencidas.

Pedido de demissão
Saldo de salário, 13º salário proporcional aos meses trabalhados, férias vencidas e/ou proporcionais (acrescidas de 1/3). Não há direito a aviso prévio, indenização de 40% sobre o FGTS, seguro-desemprego nem movimentação do FGTS.

Demissão consensual
Metade do valor do aviso prévio, férias e 13º salário proporcional aos meses trabalhados, multa de 20% sobre o FGTS e movimentação de apenas 80% do saldo do fundo. Não há direito a seguro-desemprego.

Saiba o que é incluído nos cálculos trabalhistas

É comum as pessoas terem dificuldade em realizar os cálculos trabalhistas, isso porque é um processo bastante complexo e que demanda de atenção e preparo dos profissionais que irão cuidar disso.

E é por esse motivo que é necessário se planejar para que todo o processo seja realizado da forma correta. Para isso, separamos os itens trabalhistas essenciais que precisam ser calculados. Conheça abaixo cada um deles.

Saldo de salário

O saldo de salário se refere ao valor que a empresa deve ao trabalhador pelos dias trabalhados no mês da rescisão do contrato. E para descobrir esse valor é necessário saber quanto o profissional ganha por dia.

Para isso, pegue o salário do profissional e divida por 30 dias para achar o valor da diária. Com isso, você deverá multiplicar a quantidade de dias trabalhados no mês da rescisão pelo que se ganha por dia.

Esse será o total do saldo de salário que o trabalhador tem direito de receber. Vale ressaltar que essa obrigatoriedade está prevista no artigo 64:

“Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o cálculo, em lugar desse número, o de dias de trabalho por mês.”

Cálculo de aviso prévio

Este é o período entre o comunicado da saída do funcionário e seu desligamento, que também deve fazer parte do cálculo trabalhista. Vale ressaltar que o tempo mínimo do aviso prévio é de 30 dias e no máximo de 90 dias.

Além disso, são acrescidos três dias a cada ano trabalhado. Os 30 dias de aviso equivalem a um mês de salário e nos dias a mais se multiplica pelo valor que o trabalhador ganha por dia.

Pagamento de férias

Todo funcionário que trabalha no regime CLT tem direito a férias remuneradas após 12 meses de trabalho. Essa obrigatoriedade está prevista no artigo 130 da lei da CLT. De acordo com a Constituição Federal, artigo 7º, XVII, acrescenta-se 1/3 ao valor das férias.

trabalho temporário no fim do ano
Os trabalhadores tem diversos direitos mesmo com a Reforma Trabalhista

Sendo assim, caso um funcionário tenha um salário de R$3.000, ele irá receber esse valor mais ?

No cálculo trabalhista, o trabalhador terá direito a R$3.000 + (1/3 de 3.000) = R$4.000.

Recebimento de férias proporcionais

As férias também devem entrar nos cálculos trabalhistas e a conta é realizada de acordo com os meses trabalhados pelo funcionário. O valor tem como base o período aquisitivo de férias incompleto.

Vale ressaltar que o mês é considerado quando há mais de 15 dias de trabalho e que o aviso prévio integra o cálculo. Sendo assim, deve ser realizada a seguinte conta:

Um profissional que ganha R$3.000, trabalhou cinco meses e saiu da empresa terá o direito de receber 5/12 do salário mensal. O que corresponde a R$600 de férias proporcional. Ainda deve ser acrescentado nas férias proporcionais 1/3 ao valor a receber.

Conforme a Constituição Federal, o cálculo a ser feito é: 600 divididos por três = R$200. Sendo o total a receber de R$800.

Pagamento do 13º salário

Este é um direito do trabalhador previsto na Lei 4.090/1962. Esse é um valor devido pelas empresas e que pode ser pago em até duas parcelas.

A primeira deve ser paga entre os meses de fevereiro e novembro, de acordo com o que a instituição achar melhor.

Já a segunda parcela deve ser paga até 20 de dezembro. Além disso, no primeiro pagamento não há nenhum desconto, enquanto na segunda parcela descontam-se INSS, Imposto de Renda e pensão alimentícia, caso exista.

Outras mudanças na nova CLT

A nova legislação trabalhista ainda envolve outras mudanças além das citadas sobre os casos de demissão e cálculo da rescisão contratual. Entre as alterações com a reforma trabalhista estão as férias, horas de trabalho, contribuição sindical, acordos com sindicato, entre outros.

Uma das mudanças é o fim do imposto sindical obrigatório. Só contribuirá para o sindicato o trabalhador que desejar e será descontado se concordar expressamente.

Sobre as férias, os 30 dias continuam valendo, mas não precisam ser corridos. O trabalhador passa a poder fracionar as férias em até três parcelas, contanto que ao menos uma delas seja de, no mínimo, 14 dias.

As férias também não mais poderão começar na véspera de feriado ou fim de semana. Muitas mudanças também nas formas de contratação e jornada de trabalho.

Passam a ter previsão legal jornada parcial aprimorada, trabalho intermitente e jornada de 12×36 horas. A jornada também passa a ser flexível na pausa para almoço. P

or meio dos sindicatos, é possível negociar o tempo de almoço com o mínimo de 30 minutos. A adaptação é de acordo com a realidade da categoria.

A nova CLT também determina o fim da obrigatoriedade do intervalo de 15 minutos da mulher para fazer hora extra. Não é mais necessário que a trabalhadora tenha uma pausa de 15 minutos antes do início das horas extras.

A jornada 12 x 36, ou seja, 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso, é possível para qualquer trabalhador. Para os trabalhadores com jornada parcial, o “meio período”, passa a ser possível fazer hora extra, tirar 30 dias de férias e transformar 1/3 das férias em dinheiro.

Como fica o trabalho intermitente na nova clt
O trabalho intermitente na nova CLT, como o de garçons e seguranças, passa a ser com carteira assinada e garantia de direitos

Mais mudanças da Reforma Trabalhista

Com relação ao trabalho intermitente, agora a lei permite que todos os empregados tenham a carteira assinada e direitos garantidos. Isso inclui os trabalhadores de atividades inconstantes, que oscilam períodos de atividade com outros de inatividade.

Alguns exemplos são garçom, manobrista, segurança, animador de festas, mestre de cerimônias e ajudante de mudança, entre outras profissões.

Ainda sobre formas de trabalho, vamos falar do home office, que passa a ser regulamentado. Com a modernização, essa modalidade deve constar no contrato individual de trabalho, que especificará as atividades a serem desenvolvidas pelo empregado.

Devem estar previstos no contrato a aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e de infraestrutura para executar o trabalho.

O serviço efetivo é permitido. Ou seja, práticas religiosas, descanso, lazer, alimentação, atividades sociais e de higiene pessoal podem acontecer no interior da empresa.

Outra mudança é relativa ao bônus. A remuneração por produtividade e a retribuição por desempenho é incentivada, inclusive por meio de prêmios e bonificações.

É importante que você saiba que a Reforma Trabalhista não muda o direito ao salário mínimo e nem as regras do FGTS. Também não houve alteração com relação ao adicional noturno e ao aviso prévio.

Direitos do trabalhador após a nova CLT

Segundo o portal do Governo do Brasil, a nova lei trabalhista proíbe que alguns pontos sejam negociados. Justamente aqueles que são os direitos básicos do trabalhador, garantidos pela Constituição. Com isso, não existe negociação coletiva para:

1. Seguro-desemprego;

2. Multa rescisória;

3. FGTS;

4. Salário mínimo;

5. Décimo terceiro salário;

6. Remuneração do trabalho noturno;

7. Salário-família;

8. Repouso semanal remunerado;

9. Hora extra com remuneração 50% maior à do normal;

10. 30 dias de férias;

11. Um terço a mais do salário para gozo de férias;

12. Licença-maternidade de 120 dias;

13. Licença-paternidade;

14. Proteção do trabalho da Mulher;

15. Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias;

16. Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho;

17. Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas;

18. Aposentadoria;

19. Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador;

20. Prazo prescricional de cinco anos para créditos trabalhistas, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho;

21. Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador com deficiência;

22. Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;

23. Medidas de proteção legal de crianças e adolescentes;

24. Igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso;

25. Liberdade de associação profissional ou sindical do trabalhador, inclusive o direito de não sofrer, sem sua prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial estabelecidos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho;

26. Direito de greve.

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CLT e cálculos trabalhistas: ainda com dúvida? Entenda!

A nova CLT, aprovada há quase três anos no Senado Federal, mudou mais de 200 dispositivos na antiga lei. Se você é um trabalhador ou empregador brasileiro e tem contrato regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), deve saber sobre as novas regras da Reforma Trabalhista.

Uma das principais mudanças, apontadas como um avanço, é a prevalência dos acordos negociados sobre o que diz a lei. Isso vale, por exemplo, para banco de horas, plano de cargos e salários, parcelamento de férias, participação nos lucros, entre outros.

Teletrabalho está entre as mudanças na nova CLT
O home office, ou teletrabalho, passa a ser regulamentado com a nova CLT

Mas o que isso muda na vida do trabalhador e do empregador? Os dois ganham maior autonomia para definir as regras adequadas aos interesses de ambas as partes.

E um dos objetivos disso é poder adaptar o contrato à realidade de cada função e de cada setor do mercado de trabalho. Além de permitir um diálogo mais estreito entre os sindicatos patronais e dos trabalhadores.

Mas, principalmente, a ideia é reduzir a insegurança jurídica para as empresas, já que os acordos firmados nas negociações terão peso de lei. Assim, não poderão ser anulados posteriormente em instâncias judiciais.

O que é a Reforma Trabalhista?

O Governo do Brasil chama de Modernização Trabalhista as mudanças na CLT para acompanhar o desenvolvimento do país. A justificativa é a mudança do cenário, pois quando a legislação foi criada o país era essencialmente rural, enquanto hoje cerca de 90% da população está nas cidades.

“Frente a essas transformações, a modernização da legislação trabalhista vem para colocar o Brasil no século 21, na era digital do trabalho remoto, dos horários flexíveis, da melhor conciliação entre trabalho e lazer e a favor da aliança entre trabalhadores e empregadores. A modernização trabalhista melhora o ambiente de negócios, permite ampliar o quadro de funcionários com maior eficiência e maior segurança jurídica”, informa o site do governo.

Segundo a equipe econômica, são três os objetivos da Reforma. O primeiro é o de garantir direitos aos trabalhadores, criando novas oportunidades para quem está e quem não está empregado.

O segundo objetivo citado no portal do governo é o de “segurança jurídica e o estímulo ao investimento”. Por fim, novas formas de contratação e combate à informalidade são definidas como o terceiro motivo.

Nesse caso, são criadas novas formas de contratação, como o trabalho intermitente. Além disso, formatos existentes foram alterados, como a jornada parcial e o teletrabalho (home office).

É importante destacar que a reforma na CLT é válida para todos os contratos a partir do momento que entrou em vigor, em 11 de novembro de 2017.

CLT – Consolidação das Leis do Trabalho

A CLT foi instituída pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas durante o período do Estado Novo. Hoje, ela é a principal norma legislativa brasileira referente ao Direito do Trabalho e ao Direito Processual do Trabalho.

A Consolidação das Leis do Trabalho unificou toda legislação trabalhista existente até então no Brasil. Tem como principal objetivo a regulamentação das relações individuais e coletivas do trabalho.

A sigla CLT originou o termo celetista, usado para denominar o trabalhador com registro em carteira de trabalho. É o oposto de outros tipos de trabalhadores, como o profissional que trabalha como Pessoa Jurídica (PJ), autônomo ou servidor público estatutário.

Cálculo da rescisão de contrato de trabalho CLT

Rescisão de contrato é a anulação ou cancelamento do contrato por algum motivo. O Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) é um documento obrigatório para a empresa, onde constam todos os valores a receber garantidos ao trabalhador pela lei, assim como os descontos.

Falando nisso, se você foi demitido e tem dúvidas de como usar o fundo de garantia, confira dicas de onde investir seu dinheiro do FGTS.

A rescisão de contrato de trabalho engloba os seguintes itens:

  • Saldo de salário;
  • Aviso prévio;
  • 13º salário proporcional;
  • Férias vencidas;
  • Férias proporcionais;
  • Depósito de FGTS;
  • Saque de FGTS;
  • Multa sobre o valor do FGTS;
  • Desconto INSS;
  • Desconto imposto de renda;
  • Seguro desemprego.

Nesse cálculo, você precisa considerar:

Uma das maiores mudanças, e que gerou bastante dúvida, é o cálculo da rescisão depois da Reforma Trabalhista. Basicamente, isso mudou com a inclusão de uma nova modalidade de demissão, que veremos a seguir.

Tipos de demissão com a nova CLT

A nova CLT criou mais uma categoria de demissão, a chamada “demissão consensual”. Até então, havia três formas de dispensa do trabalhador: sem justa causa e com justa causa (feitas pela empresa), e pedido de demissão (pelo funcionário).

Demissão sem justa causa é quando o fim do contrato acontece por vontade somente do empregador. Já a justa causa acontece quando o funcionário comete alguma falha grave, por exemplo, negligência, agressão e até embriaguez em serviço.

Também pode acontecer o pedido de demissão, quando o funcionário deseja deixar o emprego, independentemente da vontade da empresa.

A novidade é a demissão consensual, onde empregador e empregado podem decidir juntos encerrar o contrato de trabalho.

Essa nova modalidade é uma espécie de meio-termo, onde o funcionário garante mais direitos do que se pedisse demissão, mas menos do que se fosse demitido.

Como fazer os cálculos na nova CLT

Em cada um dos tipos de demissão, o empregado recebe verbas rescisórias diferentes. A seguir, você pode conferir os direitos garantidos em cada uma das demissões.

Demissão sem justa causa
Aviso prévio, férias vencidas (acrescidas de 1/3), férias proporcionais, 13º salário proporcional, saldo de salário (valor dos dias trabalhados naquele mês), multa de 40% sobre o FGTS e seguro-desemprego.

Demissão com justa causa
Saldo de salário e os períodos de férias vencidas.

Pedido de demissão
Saldo de salário, 13º salário proporcional aos meses trabalhados, férias vencidas e/ou proporcionais (acrescidas de 1/3). Não há direito a aviso prévio, indenização de 40% sobre o FGTS, seguro-desemprego nem movimentação do FGTS.

Demissão consensual
Metade do valor do aviso prévio, férias e 13º salário proporcional aos meses trabalhados, multa de 20% sobre o FGTS e movimentação de apenas 80% do saldo do fundo. Não há direito a seguro-desemprego.

Saiba o que é incluído nos cálculos trabalhistas

É comum as pessoas terem dificuldade em realizar os cálculos trabalhistas, isso porque é um processo bastante complexo e que demanda de atenção e preparo dos profissionais que irão cuidar disso.

E é por esse motivo que é necessário se planejar para que todo o processo seja realizado da forma correta. Para isso, separamos os itens trabalhistas essenciais que precisam ser calculados. Conheça abaixo cada um deles.

Saldo de salário

O saldo de salário se refere ao valor que a empresa deve ao trabalhador pelos dias trabalhados no mês da rescisão do contrato. E para descobrir esse valor é necessário saber quanto o profissional ganha por dia.

Para isso, pegue o salário do profissional e divida por 30 dias para achar o valor da diária. Com isso, você deverá multiplicar a quantidade de dias trabalhados no mês da rescisão pelo que se ganha por dia.

Esse será o total do saldo de salário que o trabalhador tem direito de receber. Vale ressaltar que essa obrigatoriedade está prevista no artigo 64:

“Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o cálculo, em lugar desse número, o de dias de trabalho por mês.”

Cálculo de aviso prévio

Este é o período entre o comunicado da saída do funcionário e seu desligamento, que também deve fazer parte do cálculo trabalhista. Vale ressaltar que o tempo mínimo do aviso prévio é de 30 dias e no máximo de 90 dias.

Além disso, são acrescidos três dias a cada ano trabalhado. Os 30 dias de aviso equivalem a um mês de salário e nos dias a mais se multiplica pelo valor que o trabalhador ganha por dia.

Pagamento de férias

Todo funcionário que trabalha no regime CLT tem direito a férias remuneradas após 12 meses de trabalho. Essa obrigatoriedade está prevista no artigo 130 da lei da CLT. De acordo com a Constituição Federal, artigo 7º, XVII, acrescenta-se 1/3 ao valor das férias.

trabalho temporário no fim do ano
Os trabalhadores tem diversos direitos mesmo com a Reforma Trabalhista

Sendo assim, caso um funcionário tenha um salário de R$3.000, ele irá receber esse valor mais ?

No cálculo trabalhista, o trabalhador terá direito a R$3.000 + (1/3 de 3.000) = R$4.000.

Recebimento de férias proporcionais

As férias também devem entrar nos cálculos trabalhistas e a conta é realizada de acordo com os meses trabalhados pelo funcionário. O valor tem como base o período aquisitivo de férias incompleto.

Vale ressaltar que o mês é considerado quando há mais de 15 dias de trabalho e que o aviso prévio integra o cálculo. Sendo assim, deve ser realizada a seguinte conta:

Um profissional que ganha R$3.000, trabalhou cinco meses e saiu da empresa terá o direito de receber 5/12 do salário mensal. O que corresponde a R$600 de férias proporcional. Ainda deve ser acrescentado nas férias proporcionais 1/3 ao valor a receber.

Conforme a Constituição Federal, o cálculo a ser feito é: 600 divididos por três = R$200. Sendo o total a receber de R$800.

Pagamento do 13º salário

Este é um direito do trabalhador previsto na Lei 4.090/1962. Esse é um valor devido pelas empresas e que pode ser pago em até duas parcelas.

A primeira deve ser paga entre os meses de fevereiro e novembro, de acordo com o que a instituição achar melhor.

Já a segunda parcela deve ser paga até 20 de dezembro. Além disso, no primeiro pagamento não há nenhum desconto, enquanto na segunda parcela descontam-se INSS, Imposto de Renda e pensão alimentícia, caso exista.

Outras mudanças na nova CLT

A nova legislação trabalhista ainda envolve outras mudanças além das citadas sobre os casos de demissão e cálculo da rescisão contratual. Entre as alterações com a reforma trabalhista estão as férias, horas de trabalho, contribuição sindical, acordos com sindicato, entre outros.

Uma das mudanças é o fim do imposto sindical obrigatório. Só contribuirá para o sindicato o trabalhador que desejar e será descontado se concordar expressamente.

Sobre as férias, os 30 dias continuam valendo, mas não precisam ser corridos. O trabalhador passa a poder fracionar as férias em até três parcelas, contanto que ao menos uma delas seja de, no mínimo, 14 dias.

As férias também não mais poderão começar na véspera de feriado ou fim de semana. Muitas mudanças também nas formas de contratação e jornada de trabalho.

Passam a ter previsão legal jornada parcial aprimorada, trabalho intermitente e jornada de 12×36 horas. A jornada também passa a ser flexível na pausa para almoço. P

or meio dos sindicatos, é possível negociar o tempo de almoço com o mínimo de 30 minutos. A adaptação é de acordo com a realidade da categoria.

A nova CLT também determina o fim da obrigatoriedade do intervalo de 15 minutos da mulher para fazer hora extra. Não é mais necessário que a trabalhadora tenha uma pausa de 15 minutos antes do início das horas extras.

A jornada 12 x 36, ou seja, 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso, é possível para qualquer trabalhador. Para os trabalhadores com jornada parcial, o “meio período”, passa a ser possível fazer hora extra, tirar 30 dias de férias e transformar 1/3 das férias em dinheiro.

Como fica o trabalho intermitente na nova clt
O trabalho intermitente na nova CLT, como o de garçons e seguranças, passa a ser com carteira assinada e garantia de direitos

Mais mudanças da Reforma Trabalhista

Com relação ao trabalho intermitente, agora a lei permite que todos os empregados tenham a carteira assinada e direitos garantidos. Isso inclui os trabalhadores de atividades inconstantes, que oscilam períodos de atividade com outros de inatividade.

Alguns exemplos são garçom, manobrista, segurança, animador de festas, mestre de cerimônias e ajudante de mudança, entre outras profissões.

Ainda sobre formas de trabalho, vamos falar do home office, que passa a ser regulamentado. Com a modernização, essa modalidade deve constar no contrato individual de trabalho, que especificará as atividades a serem desenvolvidas pelo empregado.

Devem estar previstos no contrato a aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e de infraestrutura para executar o trabalho.

O serviço efetivo é permitido. Ou seja, práticas religiosas, descanso, lazer, alimentação, atividades sociais e de higiene pessoal podem acontecer no interior da empresa.

Outra mudança é relativa ao bônus. A remuneração por produtividade e a retribuição por desempenho é incentivada, inclusive por meio de prêmios e bonificações.

É importante que você saiba que a Reforma Trabalhista não muda o direito ao salário mínimo e nem as regras do FGTS. Também não houve alteração com relação ao adicional noturno e ao aviso prévio.

Direitos do trabalhador após a nova CLT

Segundo o portal do Governo do Brasil, a nova lei trabalhista proíbe que alguns pontos sejam negociados. Justamente aqueles que são os direitos básicos do trabalhador, garantidos pela Constituição. Com isso, não existe negociação coletiva para:

1. Seguro-desemprego;

2. Multa rescisória;

3. FGTS;

4. Salário mínimo;

5. Décimo terceiro salário;

6. Remuneração do trabalho noturno;

7. Salário-família;

8. Repouso semanal remunerado;

9. Hora extra com remuneração 50% maior à do normal;

10. 30 dias de férias;

11. Um terço a mais do salário para gozo de férias;

12. Licença-maternidade de 120 dias;

13. Licença-paternidade;

14. Proteção do trabalho da Mulher;

15. Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias;

16. Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho;

17. Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas;

18. Aposentadoria;

19. Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador;

20. Prazo prescricional de cinco anos para créditos trabalhistas, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho;

21. Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador com deficiência;

22. Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;

23. Medidas de proteção legal de crianças e adolescentes;

24. Igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso;

25. Liberdade de associação profissional ou sindical do trabalhador, inclusive o direito de não sofrer, sem sua prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial estabelecidos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho;

26. Direito de greve.

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Aplicativos para investidores: confira as 11 melhores dicas

Os aplicativos para investidores, principalmente os iniciantes, podem ser ferramentas bem úteis. Isso porque a correria do dia a dia nos deixa sem condições para cuidar das nossas finanças.

Eles não só simplificam o planejamento e o controle financeiro, como permitem a realização de aplicações de forma prática e acessível.

Atualmente, existem diversas opções de aplicativos e ferramentas de celular que facilitam a organização da nossa vida financeira.

Com diversas funções, os apps viabilizam o melhor controle do seu dinheiro, aplicando-o de forma mais vantajosa, monitorada e segura.

Além disso, garantem que você fique bem informado. O que é indispensável para qualquer investidor de sucesso.

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Diversos aplicativos permitem fazer investimentos online

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Até pouco tempo, realizar investimentos era uma tarefa reservada apenas para profissionais. Em geral, vinculados a grandes bancos ou financeiras.

Hoje, a tecnologia e diversificação da informação possibilitam que todos possam fazer sua aplicação. E o que você deve saber?

Com alguns cliques, você consegue ver como está a cotação de suas ações, como ficou a última definição para a Meta Selic.

Assim como qual a perspectiva dos economistas para a inflação e como anda a recuperação da indústria. Fica mais fácil, negociar, analisar e acompanhar o mercado.

Pensando nisso, preparamos uma lista com as melhores opções de aplicativos para investidores e interessados em finanças pessoais. Eles te ajudarão a cuidar melhor do seu dinheiro!

11 dicas de aplicativos para investidores

1 – B3S (antiga BM&FBOVESPA)

O site da B3S também tem o objetivo de ensinar aos novos investidores a aplicar diretamente o seu dinheiro. Ele traz vários tutoriais, desde os básicos, como para quem começa a investir.

Há opções genéricas e orientações sobre como aplicar recursos em opções de renda fixa e variável de diversos tipos.

Já a área educacional traz diversos cursos e certificações sobre o assunto, aprofundando o conhecimento.

2 – Bloomberg

É uma referência quando o assunto é mercado financeiro. O app permite ao usuário acompanhar as informações sobre o mercado financeiro, cotações de moedas, commodities, títulos diversos e taxas de juros.

Além disso, é possível acompanhar as notícias do dia no mercado e receber alertas com as principais informações sobre companhias do seu interesse. Disponível para Android e iOS.

3 – MSN Dinheiro

No aplicativo, podemos cadastrar ativos que fazem parte de nossa carteira de investimentos.

Ou que simplesmente despertam nosso interesse como moedas, BitCoin e outros indicadores relacionados a finanças.

O app traz ainda uma seção para notícias que é constantemente atualizada.

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Gerencie seu dinheiro com os apps

4 – Tesouro Direto

A ferramenta disponível para o sistema Android permite que qualquer investidor aplique a partir de 30 reais em títulos públicos.

Pela ferramenta, é possível comprar títulos, resgatar seu dinheiro, agendar investimentos e consultar extratos.

Vale lembrar que, antes de investir pelo app, é necessário se cadastrar em uma corretora habilitada pelo Tesouro Direto.

5 – Renda Fixa

O app Renda Fixa funciona como um consultor mobile para quem deseja fazer investimentos de renda fixa com qualidade e segurança.

Nele, há como consultar e comparar diferentes possibilidades, mantendo sempre em mente qual é o seu perfil.

Ele ainda ajuda e permite a busca por corretoras. É gratuito e está disponível para Android e iOS.

6 – Calculadora do cidadão

A ferramenta do Banco Central do Brasil é uma opção muito conveniente para simular a remuneração da poupança e de investimentos indexados à inflação, à taxa Selic e à taxa DI (CDI).

Basta que o usuário selecione um índice e insira uma data inicial, uma data final e um valor a ser corrigido. O app está disponível para sistemas Android e iOS.

Tenha ainda no seu celular

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As lojas de apps estão repletas de opções para investidores

Não podemos esquecer dos apps das corretoras que somos clientes. Praticamente todas possuem algum tipo de aplicativo.

Além das corretoras independentes, contar com o aplicativo do seu banco no celular poder trazer ainda mais benefícios.

Assim fica mais fácil enviar dinheiro e monitorar os depósitos em sua conta. Baixe também:

7 – Yubb

É um buscador de investimentos. O investidor insere quanto quer aplicar e por quanto tempo.

A ferramenta mostra ainda uma comparação da rentabilidade de diferentes investimentos de bancos, corretoras e financeiras de diferentes portes, de acordo com o perfil de cada um.

Entre as aplicações, estão títulos públicos, CDBs, fundos de investimento e letras de crédito. O app está disponível para sistemas Android e iOS.

8 – Mobile Brokers

Com o aplicativo do Mobile Brokers, os clientes contam com as mesmas ferramentas disponíveis no computador. Sendo assim, é possível acessar o ambiente de negociação da bolsa de valores por meio do celular. Além de realizar as operações com compra e venda de ações.

A plataforma ainda permite as visualizações das cotações em tempo real, além do acesso à carteira de ativos do cliente. Eles também contam com suporte para gráficos e outras funcionalidades que variam de acordo com a corretora. 

A plataforma também conta com uma interface leve, recursos de usabilidade e consegue se adaptar com facilidade às especificações de cada aparelho. O aplicativo está disponível tanto para iOS quanto Android.

9 – GuiaBolso

Este é um aplicativo de finanças pessoais que tem conexão direta com a sua conta corrente. O GuiaBolso funciona de forma integrada com o internet banking das principais instituições bancárias.

A plataforma tem as seguintes funções: exibição de extratos, fatura de cartões e saldos. Além de unificar automaticamente as suas informações financeiras em gráficos de desempenho e tabelas com categorias de despesas.

administrar seu dinheiro
Os aplicativos ajudam sobre os melhores investimentos

O que facilita a compreensão de como está sendo o gasto o seu dinheiro.

Quando você estiver perto do seu limite financeiro, a plataforma irá lhe enviar um alerta para evitar que você fique no vermelho.

10 – MoneyWise

A plataforma é voltada para as finanças pessoais e ajuda o usuário a monitorar os seus gastos. Ele ainda permite a criação de orçamentos e metas, além do gerenciamento das finanças de forma precisa.

Outro ponto positivo do MoneyWise é que ele produz gráficos e relatórios para que o interessado possa saber se está lidando com o seu dinheiro de forma correta ou não. Ainda conta com informações sobre saldo e transações.

Se você quiser é possível exportar todas essas informações para planilhas. O aplicativo está disponível para Android e iOS.

11 – Investing

Este aplicativo financeiro oferece informações de quase todas as bolsas de valores do mundo. Se você tem ações em diversas bolsas, essa pode ser uma plataforma que irá te ajudar. Ele também mostra a cotação da maioria dos ativos negociados.

Sendo estes, as ações, commodities, moedas, índices e futuros, em tempo real. Outra funcionalidade do Investing é que ele oferece uma plataforma de gráficos ao vivo. Onde o usuário acompanha a movimentação de preços de qualquer ativo.

Ele é conhecido como um dos aplicativos mais completos do mercado e é atualizado com base nas últimas notícias do mercado. Além de oferecer calendário econômico completo, informando sobre os acontecimentos e eventos que movimentam a bolsa.

A plataforma ainda fornece recomendações de investimentos e análises, por meio de relatórios dos principais especialistas do setor financeiro.

Tecnologia ao seu lado

Investir não é uma tarefa tão complicada quanto parece. Na verdade, investir dinheiro pode ficar mais simples com o auxílio do FinanceOne. Veja aqui!

Além disso, com essas dicas de sites e aplicativos para investidores, a tarefa de investir vai se tornar mais segura, rentável e eficiente. Para não perder nenhuma dica, fique por dentro de nossas dicas de como e onde investir!

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5 – Renda Fixa

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8 – Mobile Brokers

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9 – GuiaBolso

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